terça-feira, 21 de agosto de 2012

"Daydream delusion, limousine eyelash / Oh baby with your pretty face / Drop a tear in my wineglass / Look at those big eyes / See what you mean to me / Sweet-cakes and milkshakes / I'm a delusion angel / I'm a fantasy parade / I want you to know what I think / Don't want you to guess anymore / You have no idea where I came from / We have no idea where we're going / Lodged in life / Like branches in a river/ Flowing downstream / Caught in the current / I carry you / You'll carry me / That's how it could be / Don't you know me? / Don't you know me by now? "

segunda-feira, 31 de agosto de 2009


Magia.flores.embrieguez….sonhos.multifacetados.embrenhados.em.mim
Insaciável…guardada.em.casacos.de.outono.ao.ritmo.das.folhas.rodopiantes.pelo.chão..
Sou.assim…irrequieta.a.pensar.em.tudo…pontas,luz,maquilhagem,tule.colorido,fundo.negro,um.flash.de.nenhures….
um.arrepio….a
.face.queimada.de.tanto.sol.e.lume..mãos.enfeitiçadas.lançadas.pelo.feixe.do.luar…e.algo.ali….que.me.leva.sempre.por.caminhos.estreitos.e.inseguros…mas.lá.vou..
pontas.de.pés,vestido.negro,rosa.escarlate..verdadeira.roxanne.endiabrada..pontes,túneis.sem.luz.e.cachoeiras..misto.de.verde.com.azul…gelo….tanto.gelo.de.mil.cores..
sento-me…À.volta.as.ravinas…à.frente.um.lago…..escorre.água.barulhenta…olhos.para.o.sol,mãos.prostradas.no.chão…..
pétalas.na.água,feiches.de.luz,magia,flores,embrieguez!

terça-feira, 5 de maio de 2009


E o tic tac do relógio alucinante
corria pelo quarto fora,apanhando,
assaltando as horas da verdade
foi como se a chuva batesse forte
nas vidraças, balbuciante e …
sentiu-se o cheiro a morte,
a desgosto e a saudade…


No quarto escuro perpetuou o azul mágico de ansiedade
as cores voando, endiabradas, as brechas soltas no telhado
e quando o mar saltou repentino, de susto e maldade
as cores sentaram-se no parapeito enamorado
pela noite fora, com o mar e as estrelas,
foram contando…
mil folhas de árvores, dez dúzias de pernetas…

Como não correm pernetas pelas praias
nem o mar se assustou, nem as brechas mais abriram
a chuva bateu no vento, continuada….
o parapeito, as cores e a rapariga enamorada
lá estavam sós, contando os galhos e não viam nada
Não viam senão pernetas correr ao som das ondas
e gaviões saltando e adormecendo …
o vento a…
a passar-lhe pelas asas e as pegadas das moças


moças desvairadas , num correrio até as rochas
e os gaviões voando, as ondas saltando e a rapariga
no parapeito a adormecer e a chuva sempre a escorrer
pela tez de cor…
encoberta pelo tic tac roedor
anoitecendo o quarto, a cozinha e o corredor…`
corre, corre, gavião, corre a moça pela mão…
a chuva cá… e as moças, descalças, lá

Catarina Miguel

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Odeio,odeio enquanto dormes
enquanto andas e te encolhes
com a chuva a cair-te no casaco
a escorrer-te pelo antebraço

Odeio,odeio quando penso que te amo
quando ouço a tua voz que vai quebrando
o brando do gelo no meu coração

Mas odeio,odeio e choro o choro
Sinto a mágoa da saudade fria
já a percorrer todo o meu corpo pequenino
Vejo as estrelas apagar-se noite e dia
Vejo o mar encolher-se de mansinho
e odeio,odeio o teu olhar profundo
entrando por mim, devagarinho
Entrando e apertando-me contra o peito
como sempre fizeste num arrepio

Odeio ainda a varanda lá no alto
a cozinha, os livros, o pinheiro
os sonhos mágicos,a reticência no desejo
as perguntas e os pensamentos de anseio
(fazem voar o Peter Pan
que na neve ve o seu defeito)

E as horas que passámos
sem eu saber destes enganos
que a minha alma me tramava
Já lá vão as ditas,com os anos

Os anos a passar e eu odeio
Olho a janela e suspiro
Poiso a mão, devagar,no colo
Fecho os olhos e respiro
Volto a cabeça para o lado em que estavas
Caem estrelas de saudade,faço um molho!
No tempo,quero que te desfaças
mas depois quero a cabeça no meu colo
Para fazer festas só a voar
para te ver adormecer a sonhar
E então odeio como me sinto
As estrelas caem,já não há neve
O Peter Pan voa e o coração ferve!

Catarina Miguel

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Certo,incerto,tudo inferno
Gosto do calor que me apaga
Gosto de ver como dançava
Quero que tudo seja certo!

Prateleiras de livros inconstantes
baloiçam por cima da minha cabeça
Esqueço tudo,tornam-se alucinantes
Já nada consigo que se mexa!

Olho a luz,que quebrada
atravessa a pobre frincha desconexa
Entra por ali,de enervada
e grita-me,clama-me inveja

Continuam as prateleiras a dançar
tento olhar e nao há luar
Só eu e o pobre do meu quarto
eu,e o triste do meu chorar!

Queria ser um doce trago
Satisfazer-me a mim mesma
Não queria ver como desfaço
a pouca alegria de quase lesma!

Andando devagar,subindo prateleiras
Sentir o corpo cheio de meras ideias
Deixar a manhã entrar por aqui dentro
e levar-me,levar-me todo o desalento...

Catarina Miguel
Porque finjo
quando toda a solidão
se apaga do meu rosto incerto
já nem certo sinto o senão
que me oferece esta ilusão!

Oh!Ilusão pura em que vivo
razão da minha luz encandeante
Já não choro,já não grito
mas sento-me nesta luz ofuscante

Já não o sinto chegar por entre as árvores
que cobrem as ruas mirabulantes
e gozam com os candeeiros amantes
cobrindo a rua de solidão divina

A noite vem,às vezes a gritar
Deixa de se ouvir os pássaros chilrear
tudo se apaga e ofusca na memória
Ó rua tristonha e estranha
Ó alma indecisa no querer
Leva-me este corpo a adormecer...

Catarina Miguel