segunda-feira, 27 de abril de 2009

Porque finjo
quando toda a solidão
se apaga do meu rosto incerto
já nem certo sinto o senão
que me oferece esta ilusão!

Oh!Ilusão pura em que vivo
razão da minha luz encandeante
Já não choro,já não grito
mas sento-me nesta luz ofuscante

Já não o sinto chegar por entre as árvores
que cobrem as ruas mirabulantes
e gozam com os candeeiros amantes
cobrindo a rua de solidão divina

A noite vem,às vezes a gritar
Deixa de se ouvir os pássaros chilrear
tudo se apaga e ofusca na memória
Ó rua tristonha e estranha
Ó alma indecisa no querer
Leva-me este corpo a adormecer...

Catarina Miguel

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