Certo,incerto,tudo inferno
Gosto do calor que me apaga
Gosto de ver como dançava
Quero que tudo seja certo!
Prateleiras de livros inconstantes
baloiçam por cima da minha cabeça
Esqueço tudo,tornam-se alucinantes
Já nada consigo que se mexa!
Olho a luz,que quebrada
atravessa a pobre frincha desconexa
Entra por ali,de enervada
e grita-me,clama-me inveja
Continuam as prateleiras a dançar
tento olhar e nao há luar
Só eu e o pobre do meu quarto
eu,e o triste do meu chorar!
Queria ser um doce trago
Satisfazer-me a mim mesma
Não queria ver como desfaço
a pouca alegria de quase lesma!
Andando devagar,subindo prateleiras
Sentir o corpo cheio de meras ideias
Deixar a manhã entrar por aqui dentro
e levar-me,levar-me todo o desalento...
Catarina Miguel
Parabéns pelo blogue e pelo trabalho mostrado!
ResponderEliminarDescobri-o por acaso e já sou seguidor.
Muitos parabéns, novamente.