segunda-feira, 27 de abril de 2009

Certo,incerto,tudo inferno
Gosto do calor que me apaga
Gosto de ver como dançava
Quero que tudo seja certo!

Prateleiras de livros inconstantes
baloiçam por cima da minha cabeça
Esqueço tudo,tornam-se alucinantes
Já nada consigo que se mexa!

Olho a luz,que quebrada
atravessa a pobre frincha desconexa
Entra por ali,de enervada
e grita-me,clama-me inveja

Continuam as prateleiras a dançar
tento olhar e nao há luar
Só eu e o pobre do meu quarto
eu,e o triste do meu chorar!

Queria ser um doce trago
Satisfazer-me a mim mesma
Não queria ver como desfaço
a pouca alegria de quase lesma!

Andando devagar,subindo prateleiras
Sentir o corpo cheio de meras ideias
Deixar a manhã entrar por aqui dentro
e levar-me,levar-me todo o desalento...

Catarina Miguel

1 comentário:

  1. Parabéns pelo blogue e pelo trabalho mostrado!
    Descobri-o por acaso e já sou seguidor.
    Muitos parabéns, novamente.

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