domingo, 26 de abril de 2009

E as mãos percorrendo todo o corpo
num desenfriar alternado,louco
sozinho àquela hora da noite e
com o gemido,a sofridão, o choro
veio a euforia, o despreocupar
tudo se foi a desenrolar e foi
foi como a noite doida do fim do século
em que as luzes se apagam e há sexo

As luzes que no ar vão pairando
O cheiro,o odor e as nuvens
As luzes outra vez enlouquecidas
embriagadas e entorpecidas
nada mais viram que o corpo
a desfazer-se dentro de um copo

Gritos,gritos e as,as...
luzes lá...a vibrar, o ferro
a madeira, o chão e o mar
Como se tudo se entretivesse com
a vida a decorrer,o parvo do saber
E eles ali,irremediavelmente
um na mão do outro
tudo a passar,indiferente...

Foi agora , de repente
que o corpo se estendeu
estendeu e depois morreu
Mas não aquele morrer entediado
E no sorriso um olhar
E no corpo o suor
Já foi e vai a andar!

Catarina Miguel

1 comentário:

  1. Sempre admirei a forma genuína como te exprimes... Subtil, apaixonada!

    És-me essencial =)

    Beijinho*

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